Prefeitura de Araucária rescinde com estagiários(as) e precariza ainda mais a educação municipal
A rescisão do Termo de Compromisso de Estágio de mais de 100 estagiários que atuavam nas unidades educacionais do município de Araucária nos últimos dias promove um grande transtorno para professores(as), que já precisam enfrentar outros problemas de infraestrutura e social, como salas superlotadas, falta de equipamentos, sem tempo para hora-atividade e alta pressão, para levar educação de qualidade para bebês, crianças e estudantes.
A administração municipal iniciou o processo de rescisão dos estagiários sem anunciar um plano de contingência de danos, deixando as unidades educacionais desprovidas de trabalhadores(as) que prestavam atendimento não somente dentro da sala de aula, mas em outros departamentos.
É fundamental destacar que a educação em Araucária já enfrenta um déficit de professores(as) nas unidades educacionais, tanto em escolas municipais quanto em centros de educação infantil. A retirada dos(as) estagiários(as) das funções, prejudica, principalmente, alunos(as) com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou outras necessidades diferenciadas, como neurodivergentes e com déficit de aprendizagem. Esses bebês, crianças e estudantes necessitam de acompanhamento adequado para que haja andamento no ensino dentro da sala de aula.
Com a retirada desses(as) estagiários(as), a situação, que já é marcada pela insuficiência de profissionais em muitas unidades, tende a se agravar ainda mais. Não se trata apenas de reorganizar o planejamento ou alterar a rotina escolar, pois, em muitos casos, já não há profissionais suficientes para atender adequadamente à demanda existente.
A medida atingirá, especialmente, os(as) estudantes público-alvo da Educação Especial, que poderão ficar sem o acompanhamento necessário para sua participação, permanência e aprendizagem no ambiente escolar. Dessa forma, a retirada desses profissionais amplia uma realidade já precarizada e pode comprometer diretamente o direito à educação inclusiva e às condições adequadas de ensino e aprendizagem.
A Lei do Estágio, (nº 11.788, de 25 de setembro de 2008), garante que estudantes busquem à preparação para o trabalho produtivo. A rescisão contratual de estagiários das unidades educacionais vai de encontro com a formação de profissionais, precarizando o aprendizado e inserindo no mercado de trabalho mão de obra desqualificada.
Essa ação demonstra uma possível precarização do serviço público com o intuito de possibilitar que empresas privadas possam assumir a demanda e retirar dos cofres públicos recursos que poderiam ser utilizados para a população.
O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR), se posiciona contrário a atitude da administração municipal tanto na questão do desligamento dos estudantes que estão buscando conhecimento para construir um futuro melhor para nossa sociedade quanto na falta de transparência na retirada desses trabalhadores(as).
Publicação feita em: 25/08/2026 – 11h32
Texto e arte: Ascom SISMMAR