Coordenadores do SISMMAR cobram da SMED resoluções de demandas
Durante reunião, Sindicato questionou sobre passividade nas negociações do Magistério
As coordenadoras do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR), Simeri Calixto e Maria Jesus, estiveram reunidas, na manhã da última quinta-feira (2), com o secretário Municipal de Educação, Sérgio Ricardo Hey; a representante da Chefia Técnica Administrativa, Muriel Wilhelm de Castro Szymanski; e a diretora do departamento de Gestão de Pessoas, Patrícia Pires Serra Fagundes, para lutar pelo avanço das demandas apresentadas pela categoria.
Com uma lista de ações e exigências que estão pendentes de resolutividade, sendo temas que estão sendo discutidos entre as partes há meses e que podem melhorar a qualidade de vida do(a) profissional de educação, o Sindicato cobra mais efetividade para que as demandas sejam cumpridas.
Entre as pautas que estão na mesa de negociação e que foram tratadas no encontro entre os representantes do Magistério e do governo municipal a principal delas é a prática antissindical realizada pelo governo municipal, que realizou o desconto em folha dos(as) profissionais da educação referente participações nas últimas Assembleias convocadas pelo Sindicato.
Além disso, temas como pagamento de pecúnia para professores aposentados, a regulamentação da Lei N° 4.739, de 27 de maio de 2026, o decreto de remoção, a revisão da lei de Consulta Pública, o preenchimento do diário de bordo para os professores da educação infantil, a convocação dos concursos públicos e a formação continuada também foram discutidos durante o encontro.
Reposição dos dias de Assembleia Sindical
A reposição de horas ainda está em negociação com a administração municipal. De acordo com o secretário, a SMED não fará a cobrança da reposição antes de uma definição com o governo. O SISMMAR vai cobrar a questão da devolução dos valores e a reposição das horas. O tema vai ser discutido novamente na reunião que está agendada para o dia 30 de julho.
Ainda sobre o tema, o Sindicato questionou o diretor-geral da SMED, após a reunião, se a reposição dos dias paralisados para o jogo da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo FIFA 2026 poderá ser feita na forma de atividade complementar. O diretor informou que a unidade escolar deve encaminhar o projeto de reposição no sentido que a unidade conseguir aprovar no Conselho de Escola, o qual será analisado pelo departamento responsável.
Pagamento de pecúnia para professores aposentados
Os(as) professores(as) que estão se aposentando do serviço público e ainda possuem licenças-prêmio em aberto também estão tendo que lutar pelo direito fundamental e definido por lei de receber os valores nos seus vencimentos. A SMED já havia se comprometido a zerar a fila em até seis meses e estaria fazendo as suplementações.
Com a demora para obter os pagamentos, os(as) aposentados(as) começaram a questionar quando teriam o direito aplicado. A SMED informou que há uma espera de, no mínimo, seis meses após a documentação chegar na Secretaria. O pedido passa ainda pela Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas (SMGP) que alega não ter orçamento para o pagamento. Muitos professores(as) estão levando cerca de 1 ano para receber.
Regulamentação da jornada especial
Após a aprovação da Lei N° 4.739, de 27 de maio de 2026, que regulamenta os critérios, fluxos e procedimentos para a concessão de jornada especial ao servidor público municipal com deficiência ou que possua dependente com deficiência e estabelece a competência da Equipe Multiprofissional, e sancionada pelo prefeito Gustavo Botogoski (PSD), mesmo com declaração do Sindicato de que havia muitas falhas e amarras no texto apresentado, o SISMMAR aguarda a regulamentação da lei com as especificidades de cada local.
O processo todo deve levar cerca de 90 dias e a SMED está aguardando a SMGP enviar a regulamentação e chamar o sindicato para discussão.
Decreto de remoção
Mais uma ação promovida pela Secretaria Municipal de Educação e que está causando alvoroço entre os professores que estão lotados na categoria Docência 2. Em reunião realizada na sede da SMED, no dia 1 de julho, foi apresentado um novo programa que altera os locais de trabalho de professores que há anos estavam lotados em uma escola, já conhecendo a rotina dos estudantes e garantindo o bom andamento dos estudos.
Com o novo programa, matérias existentes no calendário escolar deixarão de ser aplicadas de maneira curricular em algumas unidades escolares, passando a ser destinadas somente nos locais de jornada ampliada e escolas integrais. Com isso, a SMED faria a remoção de professores da atual unidade e lotaria em outras escolas de maneira autoritária.
O SISMMAR ressaltou que foi contra a aplicação do processo de remoção desta forma, destacando que essa deveria ser uma opção de escolha do(a) profissional.
O sindicato convoca os professores de Docência 2 para reunião com o objetivo de esclarecer dúvidas, debater as ideias e ouvir as demandas a ser realizada na próxima segunda-feira (6), às 19h, via on-line. O link será enviado no grupo do WhatsApp alguns minutos antes do início do encontro.
Revisão da lei de consulta pública
Outro ponto que está pendente e na luta por um texto melhor que promova melhorias para a categoria é a revisão do conteúdo da Lei 3.508, de 29 de agosto de 2019, que dispõe sobre os critérios de escolha mediante Consulta Pública à Comunidade Escolar para designação de Diretores e Diretores Auxiliares das Unidades Educacionais da Rede Pública Municipal de Ensino e revoga a Lei Municipal nº 2060/2009.
A SMED informou que fará a discussão no segundo semestre como estava acordado desde a última reunião com o governo. A lei aprovada contém inúmeras divergências que causam prejuízos para a categoria. O Sindicato cobra uma revisão da lei antes que se inicie o processo de nova escolha dos diretores.
Concursos públicos
Com dois concursos públicos ainda válidos e a falta de profissionais da educação para atender a demanda municipal, o SISMMAR reforçou novamente o pedido para a convocação de profissionais da educação visando ampliar o número de professores(as) nas unidades escolares. A SMED ressaltou que serão chamados, ainda no segundo semestre, 69 profissionais conforme já informado anteriormente. Ainda sem um número exato de convocados, o secretário destacou que as vagas serão preenchidas com pedagogos, psicólogos, docência 1, educação infantil e assistentes sociais.
Diário de bordo para os professores da Educação Infantil na proposta política pedagógica (PPP)
O sindicato cobrou da SMED a obrigatoriedade do registro de processo de avaliação feito no diário de bordo. A SMED comentou que a unidade tem autonomia para escolher como será realizada a anotação, podendo ser feito por meio de múltiplos registros, como informa a Lei de Diretrizes e Bases do magistério (LDB).
Formação continuada
O Sindicato questionou sobre a aplicação de mais de um curso no mês de junho. É importante ressaltar que professores(as) são convocados a participarem dos cursos. A SMED comentou que foi necessário por causa da Lei de Lucas (Lei nº 13.722/2018), que torna obrigatória a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de escolas públicas e privadas de educação básica e recreação infantil. O objetivo é garantir que os profissionais saibam identificar e agir rapidamente em emergências até a chegada do socorro especializado.
Outro curso que também foi ofertado foi o ProLEEI (Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil). A especialização é uma iniciativa do Governo Federal e do Ministério da Educação (MEC), integrada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que oferece formação continuada e gratuita aos profissionais da Educação Infantil (professores, gestores e orientadores), focando no desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita de forma lúdica e humanizada. Lembrando que esse curso não é obrigatório para todos, mas para quem está nas turmas do infantil 4 e 5.
O Sindicato ressalta que formações continuadas são importantes, mas que não podem sobrecarregar o professor. A SMED comentou que nos próximos meses a carga de cursos estará de acordo com o tempo necessário para o professor, ou seja, um dia por mês.
O SISMMAR está lutando para que as demandas sejam efetivadas o quanto antes e que o Magistério possa exercer sua função de maneira plena e sem preocupações, promovendo uma educação de qualidade e possibilitando um ensino adequado para que bebês, crianças e estudantes possam crescer em uma sociedade mais justa e equânime para todos.
Texto e foto: Ascom SISMMAR
